Chinavia rufitibia sp. nov.
(Figs. 2, 10-12, 22-24, 34, 35, 43)
Diagnose. Espécie reconhecida pelo tamanho menor, coloração geral do corpo verde e as margens da cabeça, pronoto, hemiélitrose conexivo com estreita faixa amarela a amarelo-alaranjada; manchas da margem posterior do conexivo estendidas, pelo menos, até a metade dalargura deste. Diferencia-se de C. impicticornis (Stål, 1872) e C. herbida (Stål, 1859) pelas tíbias avermelhadas e ângulos basais do escutelo imaculados.
Medidas. Comprimento médio /: 10,05/12,16; largura abdominal: 6,07/7,02. Demais parâmetros morfométricos, Tab. I.
Coloração. Face dorsal verde-clara; margens das jugas e do pronoto, terço basal do cório, contorno da base dos olhos e dos ângulos ântero-laterais do pronoto comuma faixa amarelo-alaranjada; no conexivo, esta faixa émais ampla, ocupando quase a totalidadeda sua largura. Pontuação da face dorsal do corpo verde-escura, pontuação da cabeça concolor à superfície. Mancha negra entre o olho e a base da antena presente. Cicatrizes do pronoto e ângulos basais do escutelo imaculados. Segmentos antenais: primeiro, quarto e quinto verdes; segundo e terceiro vermelho-ferrugíneos. Rostro verde. Pernas predominantente verdes, com as tíbias vermelhoferrugíneas. Membrana dos hemiélitros transparente, com pequenas manchas enfuscadas junto à base e ao longo das veias (Fig. 2). Conexivo com mancha negra junto ao bordo posterior que se prolonga do ângulo póstero-lateral até a metade da largura do conexivo. Face ventral verdeclara, comuma faixacreme longitudinal medianano tórax, às vezes também no abdome; pontuação da face ventral concolor; alguns exemplares com pontuações no tórax verde-escuras. Espiráculos verdes a castanho-claros, translúcidos.
Cabeça. Jugas com disco plano; margens laterais emarginadas, levemente côncavas adiante dos olhos, convexas posteriormente; ápice da cabeça rombo. Proporçãodosartículosantenais: I<II<III<IV V (Tab. I). Rostro comápice atingindoas metacoxas. Proporçãodos segmentosdorostro: I<II>III>IV; I IV (Tab. I).
Tórax. Margens ântero-laterais do pronoto levemente convexas; ângulos umerais arredondados. Ângulos costais do cório arredondados, ultrapassando o bordo posterior do VI segmento do conexivo; sutura da membrana retilínea. Peritrema ostiolar estendendo-se além de 3/4 da largura da metapleura.
Abdome. Convexo ventralmente, com pontuação rosa, quase imperceptível. Conexivo pouco visível dorsalmente, pontuação mais rasa e menos densa do que na superfície dorsal do corpo. Espinho abdominal achatado lateralmente, atingindo a margem posterior das metacoxas.
Genitália do macho. Pigóforosubtriangular, ângulos póstero-laterais pouco projetados (Fig. 10) e com as margens laterais convexas. Taça genital moderadamente escavada. Projeção mediana do bordo dorsal retilínea no ápice; terços laterais do bordo dorsal levemente projetados sobre a taça genital. Abas do bordo ventral levemente dobradas sobre a taça genital; superfícies das abas e da margem lateral externa côncavas, emarginadas e denteadas em toda sua extensão, com um dente apical curvo dirigido ântero-lateralmente (Fig. 10); margens laterais internas sinuosas, formando um “ U” aberto mediano quandoobservadas em vista posterior (Fig. 12). Recorte mediano do bordo ventral amplo (Fig. 11). Depressão do bordo ventral rasa, carena conspícua. Segmento Xpouco mais largo no ápice, com escavação rasa na base; carena sinuosa (Figs. 10, 12). Parâmeros com a base pouco mais longa que o corpo (Fig. 22). Processo basal do parâmero com região proximal ampla, curvo anteriormente, de comprimento subigual ao corpo do parâmero; corpo do parâmero não recurvado lateralmente, ápicesubtriangular (Figs. 22-24). Phalloteca com superfície ventral fortemente côncava, abertura póstero-ventral (Fig. 35). Vésica retilínea, com diâmetro igual ao diâmetro do ductus seminis proximalis. Processos da vésica mais longos que esta, levemente curvos em direção ventral e com ápices divergentes (Figs. 34, 35).
Genitáliada fêmea. Sinuosidadedo bordoposterior do segmento VII suave sobre os ângulos basais dos laterotergitos 8 (Fig. 43). Gonocoxitos 8: superfície levemente convexa, ângulos suturais arredondados, bordos suturais justapostos medianamente, bordos posteriores levemente convexos, ângulos póstero-laterais pouco pronunciados. Gonapófises 8 ultrapassando pouco os gonocoxitos 8. Laterotergitos 9 com ápices arredondados, margens internas levemente côncavas e divergentes, superfície plana. Bordo posterior dos gonocoxitos 9 levemente côncavo; espinho do bordo posterior das gonapófises 9 desenvolvido, atingindo o terço basal dos gonocoxitos 9, não encoberto pelas gonapófises 8 (Fig. 43).
Material tipo. Holótipo, BRASIL, Paraná: Ponta Grossa, 07.IV.1974, A. R. Panizzi col. (DZUP). Parátipos., mesmos dados do holótipo;, idem, 17.IV.1974 (CNPS);, idem, 27.VI.1974 (DZRS);, idem, 07.IV.1974, B. S. Corrêa col. (AMNH);, idem, 10.III.1974, B. S. Corrêa (DZRS);, idem, II.1975, sem dados de coletor (AMNH) .
Etimologia. Nome alusivo à coloração vermelhoferrugínea das tíbias.
Planta-hospedeira. Glycine max (L.) Merril (soja).
Distribuição. Brasil (Paraná).