Edessa aulacosterna Stål, 1872

(Figs. 6, 18, 44, 54)

Edessa aulacosterna STÅL, 1872:56; LETHIERRY & SEVERIN, 1893:188; KIRKALDY, 1909:154.

Diagnose. Rostro ultrapassando a bifurcação anterior do processo do metasterno, atingindo as coxas posteriores; margem costal do cório com pontuação grosseira e clara. Tricobótrios externos à linha dos espiráculos. Pigóforo com 1+1 escavações pouco profundas na paredeventral da taça genital, apresentando 1+1 elevações perpendiculares ao bordo dorsal no interior das escavações; processos da taça genital quadrangulares, castanho-escuros e escavados. Décimo segmento com um par de sulcos recobertos por pêlos e a face posterior com sulco longitudinal. Gonocoxitos 8 com a margem posterior irregular e pequena projeção mamiliforme; gonapófises 9 visíveis; gonocoxitos 9 com carena.

Descrição. Comprimento 17,8-20,2; largura 9,5-11,2, corpo levemente ovalado (Fig. 6). Coloração geral verdeclara. Jugas mais longas que o clípeo, arredondadas e planas no ápice, com pequenos sulcos transversais, sem pontuação. Búculas paralelas. Primeiro antenômero menor que o segundo, segundo e terceiro subiguais, quarto maior que o terceiro e subigual ao quinto. Rostro ultrapassando a bifurcação anterior do processo do metasterno, atingindo as coxas posteriores. Primeiro segmento do rostro mais longo que as búculas. Segundo segmento mais longo que o terceiro e quarto reunidos. Pronoto declivente, com os ângulos ântero-laterais armados com pequeno dente. Margens ântero-laterais retas, íntegras e levemente emarginadas. Cicatrizes do pronoto subcalosas e não-pontuadas. Escutelo brilhante, com ápice levemente acuminado e pontuação mais fina que o pronoto. Cório fosco, com pontuação mais fina e densa que o resto do corpo e veias sem diferença de coloração; margem costal do cório com pontuação grosseira e clara. Membrana do hemiélitro castanha, brilhante. Mesosterno pontuado, com carena mediana baixa que avança até as coxas anteriores. Processo metasternal mais longo que largo, achatado, sulcado longitudinalmente e glabro; bifurcação anterior do processo metasternal divergente, com os ápices evanescentes, atingindo o terço mediano do mesosterno, acomodando parcialmente o segundo segmento do rostro e sendo ultrapassada pelo terceiro e quarto segmentos. Área evaporatória rugosa, fosca e com a mesma cor da face ventral; peritrema ostiolar atingindo 4/5 da largura da metapleura. Abdome com conexivo da mesma cor da face dorsal e pontuação fina, densa. Ângulos pósterolaterais do conexivo e posteriores do sétimo segmento pouco desenvolvidos e agudos. Face dorsal do abdome castanho-clara; superfícieventral com pontuação fina. Tricobótrios externos à linha dos espiráculos.

Genitália do macho (Fig. 18). Pigóforo retangular em vista dorsal; abertura dorso-posterior e ângulos póstero-laterais arredondados; superfície ventral com pontuações e sulcos variáveis (Fig. 54); bordo ventral com recorte mediano em “u’’ aberto. Pigóforo com 1+1 escavações pouco profundas na parede ventral da taça genital. Interior das escavações com 1+1 elevações perpendiculares ao bordo dorsal. Parâmeros com cabeça e pé geniculados, sendo a primeira voltada para a região anterior, face ântero-lateral escura, com textura diferenciadae direcionada para o processo dataça genital. Processos da taça genital quadrangulares, castanhoescuros, escavados e situados junto ao bordo dorsal do pigóforo. Décimo segmento cilíndrico, com um par de sulcos recobertos por pêlos; face posterior declivente, com um sulco longitudinal.

Genitália da fêmea (Fig. 44). Gonocoxitos 8 pontuados, situados no mesmo plano que as demais placas genitais, com o bordo posterior irregular, dotados de uma pequena projeção mamiliforme; bordos suturais curtos, deixando visíveis as gonapófises 9. Gonocoxitos 9 planos, carenados. Laterotergitos 8 com a extremidade pouco afilada, com as projeções mais longas do que os laterotergitos 9. Laterotergitos 9 com projeção afilada, pouco pronunciada, ultrapassando levemente o bordo posterior da banda que une dorsalmente os laterotergitos 8.

Distribuição. Brasil (Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais).

Material examinado. BRASIL (“ Brasília ”), holótipo (NHRM); (ZMHB) ; Goiás: Curumbá de Goiás,, 04.II.1962, J. & B. Bechyné col. (MPEG) ; Mato Grosso: Chapada [dos Guimarães], 15°26’S, 55°45’W,, 1882-1884, H. Smith col. (CMNH) ; Minas Gerais: Tiradentes ( Serra de São José),, 25.X.1989, J. Becker col. (RMNH) .