3.24 Stylosanthes debilis M.B. Ferreira & Sousa Costa, Empresa de Pesquisa Agropecuaria de Minas Gerais: 48. 1979.

Ervas prostradas; ramos puberulentos a glabrescentes, inermes. Estípulas 3-4 × 2-2,5 mm, soldadas, amplexicaules, adnatas à base do pecíolo, triangulares; persistentes. Folhas imparipinadas, 3-folioladas; pecíolos ca. 3,5 mm compr., puberulentos; raque foliar ca. 1 mm compr., puberulenta; folíolos ca. 5 × 1 mm, lanceolados a ovados, base cuneada, ápice acuminado, margem inteira, faces adaxial e abaxial puberulentas; nectários foliares ausentes. Inflorescências espiciformes, multifloras, terminais. Flores papilionadas, pentâmeras, não ressupinadas; cálice gamossépalo, ca. 6 × 3 mm, infundibuliforme, verde, glabro; corola dialipétala, vexilo ca. 5 × 3,5 mm, alas ca. 4 × 1,8 mm, carenas ca. 4,3 × 1,2 mm, não espiraladas, amarela; estames 10, monadelfos, ca. 3,9 mm compr., heterodínamos; anteras dimórficas, 0,3-0,9 × 0,25-0,4 mm, rimosas; ovário ca. 2,6 mm compr., séssil, glabro; estilete ca. 1,3 mm, glabro. Lomentos, artículos 1, 2,35 × 1,0 mm. Sementes não observadas.

Espécie restrita ao território brasileiro ocorrendo nas regiões Nordeste (BA), Sudeste (MG), nos Domínios Fitogeográficos da Caatinga e Cerrado (Costa 2006; BFG 2015, material suplementar). No PNMJ ocorre na formação Arbustiva Aberta Não Inundável, Mata Degradada e Área Antropizada. Coletada com flores e frutos em maio.

A espécie aproxima-se de Stylosanthes viscosa, mas distingue-se desta pelos frutos com rostro uncinado no ápice com até 2,5 mm de comprimento e lomento elipsoide (vs. rostro até 0,5 mm de comprimento, helicoidal no ápice e artículo superior obovoide) (Costa 2006). Este é o primeiro registro de ocorrência desta espécie para o PNMJ.

Material examinado: BRASIL, ESPÍRITO SANTO, Vila Velha, Parque Natural Municipal de Jacarenema, 03.V.2011, L. A. Silva 015 (VIES) .