3.19 Machaerium lanceolatum (Vell.) J.F.Macbr., Publ. Field Mus. Nat. Hist., Bot. Ser. 13, pt. 3: 281. 1943.
(Fig. 5J)
Arbustos escandentes, ca. 3 m alt.; ramos glabros, lenticelados, inermes. Estípulas não observadas, decíduas. Folhas imparipinadas, 5-folioladas; pecíolos 40-45 mm compr., glabros; raque foliar 22-57 mm compr., glabra; folíolos 50-102 × 32-68 mm, elípticos a largamente elípticos, base acuminada, ápice acuminado, margem inteira, faces abaxial e adaxial glabras; nectários foliares ausentes. Inflorescências e flores não observadas. Sâmaras 4,5 × 1,2-1,5 cm, glabras, indeiscentes. Sementes 1, obovadas, ca. 2,5 × 1,3 mm, oliváceas.
Espécie endêmica do Brasil, ocorrente nas regiões Nordeste (BA, PE), Centro-Oeste (DF, GO), Sudeste (ES, MG, RJ, SP) e Sul (PR). Habita os Domínios Fitogeográficos do Cerrado, Mata Atlântica, Floresta Ciliar ou Galeria, Floresta Estacional Decidual, Floresta Ombrófila e Restinga (BFG 2015, material suplementar). No PNMJ ocorre na formação Arbustiva Aberta Não Inundável, sobre substrato arenoso. Coletada com frutos em maio.
As diferenças morfológicas usadas para distinguir Machaerium hirtum e M. lanceolatum foram discutidas anteriormente. Este é o primeiro registro de ocorrência desta espécie para o PNMJ.
Material examinado: BRASIL, ESPÍRITO SANTO, Vila Velha, Parque Natural Municipal de Jacarenema, 03.V.2011, L. A. Silva 09 (VIES); 20.VIII.2008, H. C. de Lima 7008 (RB) .