3.8 Canavalia parviflora Benth., Fl. Bras. 15(1): 177. 1862.
(Fig. 4A)
Trepadeiras; ramos glabros, inermes. Estípulas não observadas, decíduas. Folhas imparipinadas, 3-folioladas; pecíolos ca. 30 mm compr., glabros; raque foliar 7-8 mm compr., glabra; folíolos 47-67 × 32-39 mm, elípticos, base retusa, oblíqua ou arredondada, ápice acuminado, cuspidato ou arredondado, margem inteira, faces abaxial e adaxial glabras; nectários foliares ausentes. Inflorescências racemosas, ca. 34-50-floras, axilares. Flores papilionadas, pentâmeras, ressupinadas; cálice gamossépalo, 7,8 × 3,4 mm, tubuloso, verde, glabro; corola dialipétala, lilás a rosa, vexilo ca. 18 × 15 mm, alas ca. 14 × 4 mm, carenas ca. 5 × 13 mm, não espiraladas; estames 10, monadelfos, ca. 16 mm compr., heterodínamos; anteras uniformes, ca. 1 mm compr., rimosas; estaminódios ausentes; ovário ca. 11 mm compr., estipitado, puberulento; estilete ca. 4 mm compr., glabro. Legumes 10,4-11,8 × 2,9-3,1 cm, costados, glabros, deiscentes. Sementes não observadas.
Endêmica do Brasil (Sauer 1964) ocorrendo nas regiões Nordeste (AL, BA, PE), Centro-Oeste (DF) e Sudeste (ES, MG, RJ, SP), nos Domínios Fitogeográficos da Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica (Sauer 1964, BFG 2015, material suplementar). No PNMJ ocorre em área Herbácea não inundável. Coletada com flores e frutos em julho.
Difere de Canavalia rosea (Sw.) DC. por ser uma trepadeira (enquanto C. rosea é uma erva prostrada), além de possuir frutos maiores (10,4-11,8 × 2,9-3,1 cm vs. 6,0- 9,5 × 0,8-1 cm em C. rosea). Este é o primeiro registro de ocorrência desta espécie para o PNMJ.
Material examinado: BRASIL. ESPÍRITO SANTO: Parque Natural Municipal de Jacarenema: Vila Velha, 20.VII.2008, H. C. de Lima et al. 7006 (RB) .