3.4 Alysicarpus vaginalis (L.) DC., Prodr. 2: 353. 1825.
(Fig. 3A)
Ervas, ca. 20 cm alt.; ramos glabrescentes a puberulentos, inermes. Estípulas ca. 5,7 × 1,4 mm, triangulares, livres, persistentes.Folhas 1-folioladas; pecíolos ca. 9,7 mm compr., glabros a puberulentos; folíolos 8-15 × 7-12 mm, elípticos a circulares, base retusa, ápice arredondado, margem inteira, faces adaxial e abaxial esparso-puberulentas; nectários foliares ausentes. Inflorescências racemosas, ca. 20-floras, terminais. Flores não observadas. Lomentos 5-6 artículos, ca. 1,9 × 0,2 cm, glabros, indeiscentes. Sementes 1 por artículo, reniformes, 1,7 × 1 mm, beges.
Espécie com distribuição original no Velho Mundo (Pedley 2001) e introduzida no Novo Mundo (Torres-Colin et al. 2011). No Brasil ocorre nas regiões Norte (TO), Nordeste (PI), Centro-Oeste (GO, MS, MT), Sudeste (SP) e Sul (PR), habitando os Domínios Fitogeográficos do Cerrado e Pantanal (BFG 2015, material suplementar). No PNMJ ocorre em Manguezal Degradado e Área Antropizada. Coletada com flores e frutos em março.
As características exclusivas desta espécie são as estípulas beges, paleáceas e bem desenvolvidas e os frutos articulados do tipo lomento. Este é o primeiro registro de ocorrência desta espécie para o PNMJ.
Material examinado: BRASIL, ESPÍRITO SANTO, Vila Velha, Parque Natural Municipal de Jacarenema, 01.III.2012, L. A. Silva 354 (VIES) .