3.1 Aeschynomene americana L. Sp. Pl. 2: 713. 1753.
Ervas, ca. 60 cm alt.; ramos híspidos, inermes. Estípulas 8-12 × 1-2 mm compr., peltadas, livres, persistentes. Folhas paripinadas, 46-52 folioladas, pecíolos 2-3 mm compr., tomentosos; raque foliar 34-35 mm compr., híspida a glabra; folíolos 5-9 × 1-2 mm, elípticos, base oblíqua arredondada, ápice mucronado a arrendondado, margem inteira, faces adaxial e abaxial glabras; nectários foliares ausentes. Inflorescências e flores não observadas. Lomentos 6-8-articulados, ca. 3,0-3,5 × 0,4 cm, glabros, indeiscentes. Sementes 1 por artículo, reniformes,1,0-1,5 × 1,0 mm, marrons.
Espécie ocorrente dos Estados Unidos até a Argentina (Souza et al. 2012). No Brasil é encontrada nas regiões Norte (AC, AM, PA, RO, RR, TO) Nordeste (BA, CE, MA, PB, PE, PI, RN) Centro-Oeste (DF, GO, MS, MT), Sudeste (ES, MG, RJ, SP) e Sul (PR, SC) na Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal (BFG 2015, material suplementar). No PNMJ ocorre na formação Florestal Não Inundável. Coletada com flores e frutos em maio.
Difere das demais espécies de Aeschynomene do PNMJ por ser a única que possui estípulas peltadas. Além disso, é a espécie que possui as maiores estítulas (8-12 mm de compr. vs. 3,5 mm em A. brasiliana vs. 4 mm em A. falcata), o maior número de folíolos (46-52 vs. 11-13 em A. brasiliana vs. 10 em A. falcata), o menor comprimento da raque foliar (3,4-3,5 mm vs. 15 mm em A. brasiliana vs. 16 mm em A. falcata) e os menores folíolos (5-9 × 1-2 mm vs. 10 × 5 mm em A. brasiliana vs. 11 × 5-6 mm em A. falcata). Este é o primeiro registro de ocorrência desta espécie para o PNMJ.
Material examinado: BRASIL. ESPÍRITO SANTO, Vila Velha, Parque Natural Municipal de Jacarenema, 30.V.2012, L. A. Silva 174 (VIES) .