Edessinae
. Esta subfamília reúne os pentatomídeos mais diversamente coloridos e vistosos no neotrópico, com tamanho relativamente grande. São abundantes na região amazônica, embora estejam bem representados em toda a região, perfazendo cerca de 280 espécies distribuídas em cinco gêneros. São caracterizados pelo grande desenvolvimento do metasterno que se projeta anteriormente em direção ao mesosterno e até o prosterno, bífido anteriormente (exceto em Pantochlora Stål), o rostro terminando nesta concavidade; margem posteri- or do metasterno sulcada para receber o tubérculo abdominal; antenas com 4 ou 5 segmentos; tarsos trisegmentados. Ogênero Brachystethus Laporte, originalmente descrito como um subgênero de Edessa Fabricius foi elevado a gênero e posteriormente transferido para Pentatomini . Barcellos & Grazia (2003), a partir de uma análise cladística, comprovaram a monofilia do gênero Brachystethus dentro de Edessinae, tendo proposto a transferência deste gênero para essa subfamília. Na Argentina foram registrados três gêneros e 21 espécies de edessíneos (Apêndice I, Fig. 4). Berg (1892), descreveu Edessa herrichi e Edessa rugiventris para a Argentina. Duas outras espécies, Edessa meditabunda e Edessa rufomarginata, têm merecido atenção pela sua importância como pragas de plantas cultivadas no país (Rizzo, 1971; 1976; Rizzo & Saini, 1987; Saini, 1989). Pela sua grande diversidade e pela dificuldade de reconhecimento das mais de 250 espécies descritas, o gênero Edessa vem sendo revisado em grupos de espécies (Fernandes & van Doesburg, 2000; Silva et al., 2004). No grupo E. rufomarginata Silva et al. (2006) descreveram sete novas espécies sendo que E.rufodorsata tem como localidade-tipo Tucumán e Salta e E. virididorsata, Salta e Misiones (Apêndice I).