Carineta fasciculata

caracteriza- se por apresentar a cabeça manchada de preto na região do vértice, pronoto com duas pequenas manchas pretas centrais e duas laterais, e uma mancha preta circular lateral; mesonoto com mancha preta central com aspecto de W, duas faixas pretas estreitas na margem lateral e cinco manchas pequenas pretas acima da elevação cruciforme. O corpo de coloração geral ocre, coberto de pêlos curtos e amarelos e porte pequeno em relação às demais espécies de cigarras associadas ao cafeeiro (comp. do corpo: 21 - 22 mm, fêmea e 19- 22 mm, macho; envergadura: 55 mm).

Nos primeiros relatos de ocorrência de cigarras em cafeeiros esta espécie era citada infestando esta cultura em várias regiões. Nos levantamentos realizados em vários municípios do Estado de São Paulo e de Minas Gerais alguns exemplares foram coletado s apenas em Laranjal Paulista, SP, em 1984. Entretanto, mais recentemente, recebemos exemplares de cigarras coletados em cafezais de três localidades diferentes. A identificação foi baseada em caracteres morfológicos externos e genitália masculina.

Constatou- se a ocorrência de C. fasciculata em Caratinga, MG (Teixeira, R.A.F., col. I. 1994), Taguaí, SP (Bergamo, J. R., col. XI. 1990) e Carlópolis, PR (Moreira, A., col. XI. 1991) .

Trata-se da primeira referência de C. fasciculata em cafezais de Minas Gerais e Paraná. Para o Estado de São Paulo, Taguaí, trata-se de novo registro. Anteriormente, esta espécie era assinalada, além do Estado de São Paulo, em Paraíba e Rio de Janeiro (não em cafezais). Além do Brasil, esta espécie ocorre na Argentina, Bolívia e Paraguai. Portanto, estes novos registros evidenciam que os estudos de levantamento, bem como a distribuição geográfica, ainda são incipientes para as cigarras no Brasil.